segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ensinando a amar

Abro meus olhos e vejo o luar,
Sinto o vento em meus cabelos,
São tantas cores em uma;
Tão facil imaginar !
Aí, vem o amanhecer:
O verde, o laranja, o rosa-grená!
Cores que invadem o meu corpo
Iluminando e me fazendo sonhar...

andando pelas ruas, encontro seus olhos,
Você me da a mão, e assim me faz voar.
Estamos no nosso mundo,
Sentados, juntos,
Viajando sem sair do lugar.

Sinto seus olhos em mim.
Estes me lembram a alegria de viver
Me fazem querer esticar a vida,
Só para ficar um pouco mais com você.

Mas a morte vem,
E nos varre sem piedade,
Me fazendo lembrar momentos
E sentir a dor da saudade.





Poema premiado com o Primeiro lugar no concurso Maria Helena Xavier, do meu colégio.
Tenho a leve intuição de que cortaram o meu poema, mas tudo bem;
Mas uma vez, parabéns para mim (:

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Você me olha ao fundo, enxerga todos os meus erros. Mede-me, cada centímetro... Toca-me, mesmo sem eu poder sentir. Avalia, faz notas mentais.
Eu me movo, você se move. Movimentos constantes, singulares. Plurais. Apenas iguais.
Olha-me nos olhos, me faz sentir arrepios. Envergonhamo-nos.
O vento faz nossos cabelos voarem.
Nossos punhos se acertam simultaneamente um contra o outro. Eu o quebro.
Não te aguento mais. Você veio sendo o meu tabu.
Você tem participado de cada ato meu... Você me fez te idolatrar.
O narcisismo sempre esteve a minha volta, a duvida sempre era cruel.
Você quebra, se despedaça. Continua a olhar para mim.
Você mente, me atrai de volta... Faz-me ser sua vitima adorada.
Envenena-me, possui-me... faz tudo começar outra vez.
Quando poderei te vencer?
Serei tua eterna súdita? Dando-te uma gota de prazer a cada segundo, apenas vendo minhas expressões.
Puxa-me para baixo. Leva-me ao chão. Faz as lágrimas correrem, de novo.
Você me deprime.
Espelho.
Venho tentando ser perfeita, ser alguém que você apenas pensará como uma pessoa especial. Corro em círculos. Não saí do lugar. Pensei.
Cada dia me convenço mais de algo que não consigo aceitar. Como pode ser, que para ser tua amada, do espelho tenha que ganhar?
Não é ser insatisfeita. Não é não ter gratidão. Apenas não consigo entender como através dele, conseguir enxergar a tão imposta perfeição.
Isso, nunca irei entender. Porém, garanto que na minha cabeça sempre a mesma pergunta ira permanecer:
- Será que eu realmente tenho que ser perfeita, para ser amada por você?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Poema

Desde sempre quis fazer bons poemas. Textos de tirar o fôlego.
Sempre tive essa mania de tentar colocar um sorriso no rosto de um desconhecido, imaginando que ele já tenha sentido o que eu sinto, ou senti.
Sempre fui menina sonhadora, que imagina o grande amor encontrando a sua garrafinha com um bilhete vindo de longe, do mar. Sempre fui pequenina e teimosa, por mais que tímida e insegura. Quando teimava de escrever, tinha que sair algo bom. Mas nunca saía, não sai até hoje.
Sempre tentei expressar o que alguém da minha idade poderia sentir, por mais que sempre tenha me visto como uma infantil. Sempre fui muito confusa, indecifrável.
Na maioria das vezes buscava a minha resposta no céu. Apenas olhando para ele.
Nada ligado à religião, afinal não tenho nenhuma. Mas, se você nunca tentou ver cada nuvem como um problema, então nunca entenderá o verdadeiro sentido do sol. Pelo menos para mim.
Sempre tentei passar isso tudo para um papel. Expressar o que eu sinto, vejo, ouço.
Quem sabe, ate falo. Quem nunca falou demais?!
Sou guiada pelos meus amigos. Conversas, quem nunca abusou um pouco de certas liberdades?! A melhor maneira de descobrir as coisas.
Convencida? Depende da ocasião. Apenas me declaro como “direta”. Nada mais a comentar.
Então, vamos sentar no chão da minha varanda e sentir o vento nos ombros. Olhe para as estrelas... Esta tudo tão claro! Eu tinha que me apaixonar por você.
Quem sabe ?
Um poema. Um poema dirá. Juro que nele serei sincera. Quando eu o fizer, juro que vou te contar. Claro, se você realmente estiver disposto a esperar.
Afinal, sei que em você eu posso confiar.


~

Whoa, ganhei o blog do mês no Avril-rox, obrigada Grabriel *-*
http://www.avril-rox.com/voa.jpg

E claro, o selo que a mim foi passado pela minha querida companheira do Contos no Papel (link ao lado)

http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SPrGZjKwvPI/AAAAAAAAALA/epluLd4R0hA/s1600-h/selo+vinicula.jpg

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mas, o tempo foi passando, e eu fui começando a rever o significado da palavra nunca. Sempre achei que nunca ia mudar de opinião sobre sentimentos, idéias, e gostos. Mas tudo mudou.
É como se o vento tivesse levado a minha identidade embora, e feito uma nova com o que tinha restado. O que é engraçado, pois eu me sinto a mesma.
Eu nunca pensei que uma voz poderia me deixar mais doce, ou que um olhar poderia me chamar atenção.
Parece que o tempo voou, fazendo com que o meu coração também fosse atingido; o deixando infantil. Fazendo-o bater loucamente pelo mínimo gesto.
Desde pequena eu sempre pensei que nunca mudaria por alguém, ou que ninguém poderia me deixar mais para baixo. Já pensei também que ninguém nunca conseguiria me manipular, por mais que tentasse. Eu já me vi tentando ser aquela figura perfeita, aquela mulher inatacável, podendo até ser chamada de “superior”.
Mas o tempo.. O tempo me enganou. O tempo que eu achei que nunca passaria, passou.
Pois é.. Eu já me vi assim. Eu já me vi em cores, eu já me vi em preto e branco. Eu já me vi crescidinha, mesmo sendo uma criancinha. Eu já me vi sorrir, já me vi chorar. Já me vi pular para evitar cair, ou apenas cair para evitar pular. Eu já me vi viajar com um sonho, eu já me vi acordar gritando.
Eu já usei clichês demais.
É estranho como lendo cada palavra, o vazio se preenche. É estranho estar em silêncio mesmo querendo falar. Falando.
É estranho como nunca achamos que o nunca, nunca vai chegar, ou como o sempre, sempre acaba.
É só querer que nunca acaba, é só desejar que o sempre chega. Na maioria das vezes. Pelo menos em quinze anos foi assim para mim. Pelo menos o eterno futuro, o sempre presente, e o lembrado passado vieram em bom estilo, nunca deixando por desejar.
E eu nunca percebi o quanto usava essa palavra. Por mais que ela nunca saísse da minha boca. Acho que essa vai ser a minha eterna canção de ninar...





Pois é, parabéns para mim (:

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A pequena menina vinha com mais um papelzinho na mão.Ela pegou a velha caixinha vermelha, cheia de outros papeizinhos. A menina a abre com dificuldade, para não deixar nada cair.Ela o coloca lá dentro e a fecha rapidamente, como quem guarda um segredo.A esconde novamente em seu armário, com o maior cuidado.

Eu aprendi muito com esta menininha. Afinal, ela andava sempre comigo. Deitávamos sobre o chão frio e apreciávamos as estrelas, víamos imagens nas nuvens de algodão doce... Porém, do lado dela eu me sentia antiquada... Afinal, ela vivia em um mundo feito de sonhos, e eu cada vez mais só a trazia para a dura realidade. Cada vez mais sinto que as suas lágrimas também pertenciam a mim... Que na vez em que seus olhos perderam o brilho, eu fui a culpada.Mas hoje, tenho certeza que ela esta mais feliz . Tenho certeza de que seus olhos brilham mais que nunca, que suas gargalhadas continuam suaves como o veludo, e que seus sonhos continuam reais.Claro. Não posso esquecer daquela sua mania tão doce. Ela pegava um pequeno papel, e com o nome de seu próximo amado, colocava em uma velha caixinha vermelha, que guardava com todo cuidado que podia, afinal, aquele simples ato representava o seu grande sentimento pela pessoa. Uma coisa que sempre achei estranha, é que por mais que ela chorasse, ela nunca retirou um papel sequer de sua caixa. Ela sempre continuou firme, por mais que despedaçada.

Espero que ela esteja realmente bem. Espero que a minha certeza baste.Mas espero mais que tudo, encontra-la novamente. Pois sei que ela vive em um destes pontos estranhos de luz chamados sentimentos, que piscam dentro de mim.

sábado, 6 de setembro de 2008

Dor

A dor faz lágrimas correrem.
Faz o corpo estremecer,
Gela até a espinha.
A dor faz a mente virar ao contrario
Faz os dentes trincarem
Arrepia os cabelos.
A dor traz medo,
A lembrança da dor traz covardia.
A dor faz ficar sem esperanças,
Por mais que você tenha muita.
A dor deixa louco
Faz querer parar.
A dor é uma exclamação,
Por mais que também determine uma dúvida.
A dor é solitária,
Apenas permanece para não ficar sozinha.
Ela é triste,
E assim contagia todos que toca com o seu humor.
A dor não é apenas física,
A dor é sentimental.
Te toca com um olhar...
Você pensa na dor.

- Por favor, dor vá embora para nunca mais voltar ...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Amigos

Juro que não sei o que seria da minha vida sem essas pessoas.
Estas que insistem em colocar um sorriso no meu rosto.
Mesmo na hora que eu estou insuportável,
Mesmo na hora que eu estou muito mal.
Vocês trançam o meu cabelo, por mais que eu deteste.
Vocês me cutucam, por mais que eu fique irritada.
Vocês me fazem cócegas, por mais que eu chore.
- De tanto rir.
Obrigado por segurarem a minha mão,
Mesmo que eu estivesse insistindo para vocês soltarem.
Obrigado por me aguentar irritada,
Mesmo que eu acabe brigando com vocês.
Obrigado por me abraçarem,
Mesmo que eu esteja toda suada.
Obrigada por me ouvirem,
Mesmo quando eu estou apenas soluçando.
Mas, acima de tudo, obrigado por não permitirem que a nossa estrela se apague.
Obrigada por fazê-la brilhar mais e mais ..

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ponto final ?!

Um passo após o outro,
Um sorriso após um olhar.
Algo me deixou com vergonha,
Algo me fez voltar a sonhar.
Então, agora eu sigo em frente.
É assim que vai ser?
Olhando rostos e percebendo olhares,
Mas o estranho, é que nada me faz lembrar você.
Ao som de um piano,
Deixo-me ser levada pela música.
Pareço estar voando...
Eu não me importo de estar aqui, como uma louca,
Dançando sozinha.
A melodia, tão antiga,
Mas ao mesmo tempo parece ser tão nova...
Ela me leva ao alto,
Ela me faz sorrir.
Não, isso não é uma lágrima de tristeza.
Perceba:
Ela apenas indica um ponto final.
E, ao mesmo tempo,
Indica um novo inicio.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Lembrança

Esta frio, mas estou sorrindo.
Posso andar nas ruas deixando o vento me levar...
Eu não tenho mais nada para fazer.
Há quanto tempo eu não me sentia viva..,
Há quanto tempo eu não conseguia entender.
Eu quero ouvir uma música nova.
Eu quero tirar esse estúpido anel do meu dedo.
Eu já tirei.
Existe uma marca,
Existe uma falha.
Algo em minha história foi apagado,
Mas eu não faço esforço algum para lembrar.
Parece que eu me sinto melhor assim.
Eu vou sorrir para um desconhecido,
Eu vou dizer não a todos os convites.
Eu só quero ficar aqui olhando para as nuvens que escondem o sol.
Esperando a chuva que irá me purificar,
Mudando as mechas do meu cabelo de lugar,
Admirando as minhas unhas vermelhas.
Cair na grama e me sujar toda.
Fazer-me de criança por uma última vez.
E tentar inutilmente,
Não me lembrar daquilo que achava já ter esquecido.



Me desculpem um texto tão confuso, mas é exatamente assim que me sinto.
Não queria me enganar escrevendo uma coisa meio triste - o que vocês sabem, é a minha especialidade .
Eu gostaria de agradecer aos comentários maravilhosos de todos que tem aguentado tudo isso que coloco para fora em forma de "poesia"(?!)
Beijos e melancias - Kinha

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Despedida

Parece que vai mesmo ser assim.
Aqui, nos separamos,
Fazemos promessas de trocar cartas, e-mail...
E jogamos mais eternas juras de amor no vento,
Tentando ter a esperança de um dia acreditar ou lembrar de tudo que dissemos.
Sinto pela ultima vez o calor do seu abraço...
Por mais que você diga que isto não é um adeus,
Eu sei que é.
Agora, você repete tais juras como da primeira vez;
Me fazendo sonhar acordada,
Voando em suas palavras...
Um ultimo beijo, um primeiro adeus.
Você jura que nunca me esquecerá,
Isto eu sei que é passageiro.
Mas eu,
Ficarei aqui como sempre sonhando com o dia da sua volta,
Olhando para as estrelas e imaginando que você esta pensando em mim.
Mas neste momento, você esta em um lugar distante,
Fotografando a sua lua,
Acariciando as suas nuvens,
Vivendo em torno das suas estrelas.
Agora eu não consigo mentir.
Vai demorar, e eu não vou te esquecer tão cedo,
Mas vou tentar.
Andarei um passo de cada vez,
Olhando para o nosso céu, e imaginando tudo que passamos.
Cada sentimento.
Me lembrarei de você em cada esquina,
Em cada rua,
A cada momento.
Pensando como esta agora o seu colorido,
A maneira da sua fala,
O sentimento do seu toque.
E eu juro, não vou conseguir parar.
Por mais que eu já tenha sofrido.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ensinando a amar

Abro meus olhos e vejo o luar,
Sinto o vento em meus cabelos,
São tantas cores em uma;
Tão facil imaginar !
Aí, vem o amanhecer:
O verde, o laranja, o rosa-grená!
Cores que invadem o meu corpo
Iluminando e me fazendo sonhar...

andando pelas ruas, encontro seus olhos,
Você me da a mão, e assim me faz voar.
Estamos no nosso mundo,
Sentados, juntos,
Viajando sem sair do lugar.

Sinto seus olhos em mim.
Estes me lembram a alegria de viver
Me fazem querer esticar a vida,
Só para ficar um pouco mais com você.

Mas a morte vem,
E nos varre sem piedade,
Me fazendo lembrar momentos
E sentir a dor da saudade.





Poema premiado com o Primeiro lugar no concurso Maria Helena Xavier, do meu colégio.
Tenho a leve intuição de que cortaram o meu poema, mas tudo bem;
Mas uma vez, parabéns para mim (:

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Você me olha ao fundo, enxerga todos os meus erros. Mede-me, cada centímetro... Toca-me, mesmo sem eu poder sentir. Avalia, faz notas mentais.
Eu me movo, você se move. Movimentos constantes, singulares. Plurais. Apenas iguais.
Olha-me nos olhos, me faz sentir arrepios. Envergonhamo-nos.
O vento faz nossos cabelos voarem.
Nossos punhos se acertam simultaneamente um contra o outro. Eu o quebro.
Não te aguento mais. Você veio sendo o meu tabu.
Você tem participado de cada ato meu... Você me fez te idolatrar.
O narcisismo sempre esteve a minha volta, a duvida sempre era cruel.
Você quebra, se despedaça. Continua a olhar para mim.
Você mente, me atrai de volta... Faz-me ser sua vitima adorada.
Envenena-me, possui-me... faz tudo começar outra vez.
Quando poderei te vencer?
Serei tua eterna súdita? Dando-te uma gota de prazer a cada segundo, apenas vendo minhas expressões.
Puxa-me para baixo. Leva-me ao chão. Faz as lágrimas correrem, de novo.
Você me deprime.
Espelho.
Venho tentando ser perfeita, ser alguém que você apenas pensará como uma pessoa especial. Corro em círculos. Não saí do lugar. Pensei.
Cada dia me convenço mais de algo que não consigo aceitar. Como pode ser, que para ser tua amada, do espelho tenha que ganhar?
Não é ser insatisfeita. Não é não ter gratidão. Apenas não consigo entender como através dele, conseguir enxergar a tão imposta perfeição.
Isso, nunca irei entender. Porém, garanto que na minha cabeça sempre a mesma pergunta ira permanecer:
- Será que eu realmente tenho que ser perfeita, para ser amada por você?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Poema

Desde sempre quis fazer bons poemas. Textos de tirar o fôlego.
Sempre tive essa mania de tentar colocar um sorriso no rosto de um desconhecido, imaginando que ele já tenha sentido o que eu sinto, ou senti.
Sempre fui menina sonhadora, que imagina o grande amor encontrando a sua garrafinha com um bilhete vindo de longe, do mar. Sempre fui pequenina e teimosa, por mais que tímida e insegura. Quando teimava de escrever, tinha que sair algo bom. Mas nunca saía, não sai até hoje.
Sempre tentei expressar o que alguém da minha idade poderia sentir, por mais que sempre tenha me visto como uma infantil. Sempre fui muito confusa, indecifrável.
Na maioria das vezes buscava a minha resposta no céu. Apenas olhando para ele.
Nada ligado à religião, afinal não tenho nenhuma. Mas, se você nunca tentou ver cada nuvem como um problema, então nunca entenderá o verdadeiro sentido do sol. Pelo menos para mim.
Sempre tentei passar isso tudo para um papel. Expressar o que eu sinto, vejo, ouço.
Quem sabe, ate falo. Quem nunca falou demais?!
Sou guiada pelos meus amigos. Conversas, quem nunca abusou um pouco de certas liberdades?! A melhor maneira de descobrir as coisas.
Convencida? Depende da ocasião. Apenas me declaro como “direta”. Nada mais a comentar.
Então, vamos sentar no chão da minha varanda e sentir o vento nos ombros. Olhe para as estrelas... Esta tudo tão claro! Eu tinha que me apaixonar por você.
Quem sabe ?
Um poema. Um poema dirá. Juro que nele serei sincera. Quando eu o fizer, juro que vou te contar. Claro, se você realmente estiver disposto a esperar.
Afinal, sei que em você eu posso confiar.


~

Whoa, ganhei o blog do mês no Avril-rox, obrigada Grabriel *-*
http://www.avril-rox.com/voa.jpg

E claro, o selo que a mim foi passado pela minha querida companheira do Contos no Papel (link ao lado)

http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SPrGZjKwvPI/AAAAAAAAALA/epluLd4R0hA/s1600-h/selo+vinicula.jpg

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mas, o tempo foi passando, e eu fui começando a rever o significado da palavra nunca. Sempre achei que nunca ia mudar de opinião sobre sentimentos, idéias, e gostos. Mas tudo mudou.
É como se o vento tivesse levado a minha identidade embora, e feito uma nova com o que tinha restado. O que é engraçado, pois eu me sinto a mesma.
Eu nunca pensei que uma voz poderia me deixar mais doce, ou que um olhar poderia me chamar atenção.
Parece que o tempo voou, fazendo com que o meu coração também fosse atingido; o deixando infantil. Fazendo-o bater loucamente pelo mínimo gesto.
Desde pequena eu sempre pensei que nunca mudaria por alguém, ou que ninguém poderia me deixar mais para baixo. Já pensei também que ninguém nunca conseguiria me manipular, por mais que tentasse. Eu já me vi tentando ser aquela figura perfeita, aquela mulher inatacável, podendo até ser chamada de “superior”.
Mas o tempo.. O tempo me enganou. O tempo que eu achei que nunca passaria, passou.
Pois é.. Eu já me vi assim. Eu já me vi em cores, eu já me vi em preto e branco. Eu já me vi crescidinha, mesmo sendo uma criancinha. Eu já me vi sorrir, já me vi chorar. Já me vi pular para evitar cair, ou apenas cair para evitar pular. Eu já me vi viajar com um sonho, eu já me vi acordar gritando.
Eu já usei clichês demais.
É estranho como lendo cada palavra, o vazio se preenche. É estranho estar em silêncio mesmo querendo falar. Falando.
É estranho como nunca achamos que o nunca, nunca vai chegar, ou como o sempre, sempre acaba.
É só querer que nunca acaba, é só desejar que o sempre chega. Na maioria das vezes. Pelo menos em quinze anos foi assim para mim. Pelo menos o eterno futuro, o sempre presente, e o lembrado passado vieram em bom estilo, nunca deixando por desejar.
E eu nunca percebi o quanto usava essa palavra. Por mais que ela nunca saísse da minha boca. Acho que essa vai ser a minha eterna canção de ninar...





Pois é, parabéns para mim (:

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A pequena menina vinha com mais um papelzinho na mão.Ela pegou a velha caixinha vermelha, cheia de outros papeizinhos. A menina a abre com dificuldade, para não deixar nada cair.Ela o coloca lá dentro e a fecha rapidamente, como quem guarda um segredo.A esconde novamente em seu armário, com o maior cuidado.

Eu aprendi muito com esta menininha. Afinal, ela andava sempre comigo. Deitávamos sobre o chão frio e apreciávamos as estrelas, víamos imagens nas nuvens de algodão doce... Porém, do lado dela eu me sentia antiquada... Afinal, ela vivia em um mundo feito de sonhos, e eu cada vez mais só a trazia para a dura realidade. Cada vez mais sinto que as suas lágrimas também pertenciam a mim... Que na vez em que seus olhos perderam o brilho, eu fui a culpada.Mas hoje, tenho certeza que ela esta mais feliz . Tenho certeza de que seus olhos brilham mais que nunca, que suas gargalhadas continuam suaves como o veludo, e que seus sonhos continuam reais.Claro. Não posso esquecer daquela sua mania tão doce. Ela pegava um pequeno papel, e com o nome de seu próximo amado, colocava em uma velha caixinha vermelha, que guardava com todo cuidado que podia, afinal, aquele simples ato representava o seu grande sentimento pela pessoa. Uma coisa que sempre achei estranha, é que por mais que ela chorasse, ela nunca retirou um papel sequer de sua caixa. Ela sempre continuou firme, por mais que despedaçada.

Espero que ela esteja realmente bem. Espero que a minha certeza baste.Mas espero mais que tudo, encontra-la novamente. Pois sei que ela vive em um destes pontos estranhos de luz chamados sentimentos, que piscam dentro de mim.

sábado, 6 de setembro de 2008

Dor

A dor faz lágrimas correrem.
Faz o corpo estremecer,
Gela até a espinha.
A dor faz a mente virar ao contrario
Faz os dentes trincarem
Arrepia os cabelos.
A dor traz medo,
A lembrança da dor traz covardia.
A dor faz ficar sem esperanças,
Por mais que você tenha muita.
A dor deixa louco
Faz querer parar.
A dor é uma exclamação,
Por mais que também determine uma dúvida.
A dor é solitária,
Apenas permanece para não ficar sozinha.
Ela é triste,
E assim contagia todos que toca com o seu humor.
A dor não é apenas física,
A dor é sentimental.
Te toca com um olhar...
Você pensa na dor.

- Por favor, dor vá embora para nunca mais voltar ...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Amigos

Juro que não sei o que seria da minha vida sem essas pessoas.
Estas que insistem em colocar um sorriso no meu rosto.
Mesmo na hora que eu estou insuportável,
Mesmo na hora que eu estou muito mal.
Vocês trançam o meu cabelo, por mais que eu deteste.
Vocês me cutucam, por mais que eu fique irritada.
Vocês me fazem cócegas, por mais que eu chore.
- De tanto rir.
Obrigado por segurarem a minha mão,
Mesmo que eu estivesse insistindo para vocês soltarem.
Obrigado por me aguentar irritada,
Mesmo que eu acabe brigando com vocês.
Obrigado por me abraçarem,
Mesmo que eu esteja toda suada.
Obrigada por me ouvirem,
Mesmo quando eu estou apenas soluçando.
Mas, acima de tudo, obrigado por não permitirem que a nossa estrela se apague.
Obrigada por fazê-la brilhar mais e mais ..

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ponto final ?!

Um passo após o outro,
Um sorriso após um olhar.
Algo me deixou com vergonha,
Algo me fez voltar a sonhar.
Então, agora eu sigo em frente.
É assim que vai ser?
Olhando rostos e percebendo olhares,
Mas o estranho, é que nada me faz lembrar você.
Ao som de um piano,
Deixo-me ser levada pela música.
Pareço estar voando...
Eu não me importo de estar aqui, como uma louca,
Dançando sozinha.
A melodia, tão antiga,
Mas ao mesmo tempo parece ser tão nova...
Ela me leva ao alto,
Ela me faz sorrir.
Não, isso não é uma lágrima de tristeza.
Perceba:
Ela apenas indica um ponto final.
E, ao mesmo tempo,
Indica um novo inicio.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Lembrança

Esta frio, mas estou sorrindo.
Posso andar nas ruas deixando o vento me levar...
Eu não tenho mais nada para fazer.
Há quanto tempo eu não me sentia viva..,
Há quanto tempo eu não conseguia entender.
Eu quero ouvir uma música nova.
Eu quero tirar esse estúpido anel do meu dedo.
Eu já tirei.
Existe uma marca,
Existe uma falha.
Algo em minha história foi apagado,
Mas eu não faço esforço algum para lembrar.
Parece que eu me sinto melhor assim.
Eu vou sorrir para um desconhecido,
Eu vou dizer não a todos os convites.
Eu só quero ficar aqui olhando para as nuvens que escondem o sol.
Esperando a chuva que irá me purificar,
Mudando as mechas do meu cabelo de lugar,
Admirando as minhas unhas vermelhas.
Cair na grama e me sujar toda.
Fazer-me de criança por uma última vez.
E tentar inutilmente,
Não me lembrar daquilo que achava já ter esquecido.



Me desculpem um texto tão confuso, mas é exatamente assim que me sinto.
Não queria me enganar escrevendo uma coisa meio triste - o que vocês sabem, é a minha especialidade .
Eu gostaria de agradecer aos comentários maravilhosos de todos que tem aguentado tudo isso que coloco para fora em forma de "poesia"(?!)
Beijos e melancias - Kinha

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Despedida

Parece que vai mesmo ser assim.
Aqui, nos separamos,
Fazemos promessas de trocar cartas, e-mail...
E jogamos mais eternas juras de amor no vento,
Tentando ter a esperança de um dia acreditar ou lembrar de tudo que dissemos.
Sinto pela ultima vez o calor do seu abraço...
Por mais que você diga que isto não é um adeus,
Eu sei que é.
Agora, você repete tais juras como da primeira vez;
Me fazendo sonhar acordada,
Voando em suas palavras...
Um ultimo beijo, um primeiro adeus.
Você jura que nunca me esquecerá,
Isto eu sei que é passageiro.
Mas eu,
Ficarei aqui como sempre sonhando com o dia da sua volta,
Olhando para as estrelas e imaginando que você esta pensando em mim.
Mas neste momento, você esta em um lugar distante,
Fotografando a sua lua,
Acariciando as suas nuvens,
Vivendo em torno das suas estrelas.
Agora eu não consigo mentir.
Vai demorar, e eu não vou te esquecer tão cedo,
Mas vou tentar.
Andarei um passo de cada vez,
Olhando para o nosso céu, e imaginando tudo que passamos.
Cada sentimento.
Me lembrarei de você em cada esquina,
Em cada rua,
A cada momento.
Pensando como esta agora o seu colorido,
A maneira da sua fala,
O sentimento do seu toque.
E eu juro, não vou conseguir parar.
Por mais que eu já tenha sofrido.
 

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