domingo, 20 de setembro de 2009

Quando o sol aponta no horizonte quebrando a madrugada, a lua já começa a se mover. Os olhos ansiosos esperam por uma boa notícia, os ouvidos esperam por uma boa razão.
Na escuridão em que se encontrava, a luz nunca pensou em se fazer presente. O dia não tinha acesso. O pensamento era a única voz, a solidão era a única companhia.
Em um outro horizonte, a luz bateu. Subiu no céu sem aviso prévio, estourou cada vertigem, incendiou o ar.
As lágrimas que há muito não eram vistas, foram pedindo passagem. A imagem que já era feita foi rebobinada, reformulada. A confiança de muitos se foi.
A cabeça se pergunta com arrependimento, a corpo não para de se mover. Se auto castiga, ausente, quer sair dali.
O som não chega à seus ouvidos. A certeza não existe mais.
Os olhos já foram marcados, os pés já ultrapassaram o chão.
A cabeça já esteve nas nuvens, os dias já foram normais.
Abrace o meu corpo, mesmo que esteja sem vida. Quero sentir que esta aqui. Sussurre verdades mentirosas, ouça o silencio.
Faça-me deixar meu pulso em paz. Faça-me parar de me castigar.
Diga que confia em mim.
Me de um motivo para não ir embora, fale que sentirá minha falta. Olhe em meus olhos vazios e diga que essa é a realidade. Confesse que é tudo um grande erro, grite as verdades mudas sem ter vergonha.
Aceite quem eu sou.
Não deixe-me quebrar o espelho, me controle. Pegue alguns daqueles fios invisíveis e me manipule como um fantoche. Minta para mim.
Apague a luz, vamos embora.
Não sei como terminar este texto.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Em meros dias como este juro que estaria sentado em um lugar calmo, lendo um livro ou quem sabe ouvindo uma música e esperando ser arrebatado por algum tipo de sentimento diferente, algo fora do comum. Mas, como sentir algo fora do comum, se tudo o que sei, se tudo o que sinto, se tudo o que sou é resumido em uma única palavra. Aconchegante, inspirador, sedutor, o amor é a mistura disso tudo e tudo isso separado, nas devidas medidas para tornar tudo mais colorido. Não é algo banal, por mais que pareça. Não é algo tão intenso, por mais que pareça. O amor é o puro gosto do amargo, e é a droga mais doce.
Tinha em mente cada um destes critérios para descrevê-la, cada adjetivo gravado, como se estivesse elogiando a palma da minha mão. Tinha. Já tive meu tempo contigo - foi rápido, cheio de expectativas. Quando hoje me lembro de tudo aquilo que poderia ter feito, como poderia ter dito e não apenas ter me encolhido, com medo de sua reação, com medo de nossa separação. Porém, hoje as circunstâncias são diferentes. Vi-me obrigado a me afastar de ti. Você, que era toda a luz que um dia pude esperar ter em meu caminho, estrela do meu céu, se foi, sendo cadente.
Vi todas as expectativas desaparecerem de fato do meu peito, como se elas realmente já não estivessem mortas. Devoção. Foi esse o meu erro. Tudo que eu sempre fiz em relação a você e as inúmeras coisas que deixei de fazer, são fruto do mesmo motivo. Eu não conseguia, eu não queria te magoar por você ser meu chão, meu teto. Eu não podia ser imperfeito, não podia errar, e por isso me dedicava tanto a uma coisa, as vezes exagerando. As outras coisas que não lhe mostrei foi por puro medo. Medo de que você me julgaria, medo de que você faria um juízo que eu era detentor - pelo menos sob minha perspectiva. Detentor sim, pois queria reservar seu amor apenas para mim. Queria exclusividade, roubá-la, raptar este pedaço que por mais que fosse ser meu, seria eternamente escravo - dependente.
O sol que já começava a se abaixar era leve, fazia uma tarde de outono fresca. Meus pensamentos me levaram sem rumo por quarteirões - apenas no mundo material, pois no imaginário estava longe contigo, lá... Inalcançável.
Enquanto eu olhava a forma que os quarteirões tomavam, comecei a entender que existem certas coisas que só se completam quando se encaixam. Acho que nunca me encaixei realmente na sua forma, por mais que me convencesse cada dia mais disso. Engano, engano e engano. O amor que sentia era puro e verdadeiro, a saudade a vontade a ansiedade e todos os outros sentimentos cabíveis foram verdadeiros, porém eu mentia pra mim mesmo quando todo dia de manhã me moldava à sua maneira. Mas então chegou a tal hora que a verdade se fez presente, e realmente percebi que precisava me separar, me ocupar, me valorizar. Tanto quanto você precisava de espaço, de assumir tudo aquilo que você gosta sem se preocupar em me magoar. Até parece engraçado como tudo que partia de mim era intenso enquanto tudo que partia de você era latente, com um indizível toque de compaixão - justamente esse toque que servia para alimentar todas as minhas expectativas; mas eu já havia pensado e re-pensado muito sobre elas, já não existem mais.
Por mais que eu lamente. Afinal o afeto que tinha de você era suficiente, ele já me fazia sentir amado. Fazia o sol que me cegava toda manhã ser uma lembrança do quanto a noite anterior fora ótima, e a lua, me fazia esperar e contar cada segundo para revê-la, abraçá-la, estar contigo. Se eu sentia teu perfume - aquele meio 'salgadinho', jamais esquecerei - por mais que não fosse você, meu corpo já saía do meu controle, meus instintos procuravam desesperadamente a portadora do cheiro que trazia lembranças tão boas, te procuravam. Estava, estou, louco por você - estou louco sem você.
Louco, perdidamente louco por não ter mais a quem me moldar. Agora sou só mais um, que por falta da tua companhia, me prendo a qualquer coisa que permita afeto. Por mais que este seja um peixe, mas peixes morrem. Por mais que seja um bicho de pelúcia, mas eles não são inusitados e nem espontâneos assim como você. O fato é que me perder por você já vale a pena, por mais que eu saia da minha realidade e sanidade. Não gosto do jeito que você me deixou, mas o que se há de fazer contra o destino? Promessas de amor ou discursos para me redimir ditos na frente do espelho não contam como forma de reação, e sim como arrependimento. Mas o pior passou. Pelo menos hoje eu só me vejo preso a um espírito, uma essência. Antes eu realmente te tinha como figura, e me torturava sentir tua presença em cada canto da cidade que passamos trôpegos às risadas, mas como já disse: passou.


texto por: João Pedro Innecco & kinha;

Que honra e felicidade maior eu poderia sentir escrevendo, nada mais nada menos, do que com o meu escritor atual favorito ?!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Meus passos são ansiosos, por mais que normais. Eu os dou cuidadosamente, vendo todo o caminho que tenho pela frente. O sol esta alto no céu, mas nada brilha mais que o meu sorriso.
A cada segundo que meu tênis toca o asfalto, lembro de tudo que passou, tudo que passos deixam para trás. Como pude chorar, se o destino final era realmente sorrir? Ah, mas o futuro não se prevê, do passado não se arrepende.
O vendo bate, acaricia, faz mechas do meu cabelo baterem no meu rosto, fazem cócegas. Para alguns aquilo poderia ser irritante. Sabe como é, o cabelo deve estar bom para se estar bonita.
Mas hoje não. O meu cabelo pode fazer a peripécia que quiser, que eu não vou ligar. Hoje eu não me importo com a minha maquiagem, por mais que a tenha feito. Hoje o dia não vai ser interrompido por nenhuma obra de minha insegurança.
E os passos vão, me levam. Os que passam em volta olham abismados a tal menina que esta sorrindo do nada, sem motivo aparente. Ela não olha para o chão para ver no que pisa. Como pode não ligar? E foi.
Ah, ali vem ele.
Ali vem a tal pessoa que me fez sorrir sem motivo, não ligar para a minha aparência, não ligar para o que se passava em volta. Simplesmente fez. Ele é o tal menino que me fez perceber um mundo diferente em uma música lenta, romântica. Ele me fez entender o meu valor, ele me fez crescer. Ele me fez mudar, mesmo continuando sendo a mesma. Ele me ama assim, para que generalizar ?
E quem via de fora viu que ele carregava o mesmo sorriso e características que ela. Estavam em passos sincronizados, parecidos – quase iguais de tão indecisos.
Não preciso dizer o que aconteceu depois, o que o futuro mostrou.
Eles estavam ali juntos, e nada mais importava. Nada mais deveria importar. As palavras não eram suficientes, deixamos à critério da imaginação.
E, que culpa a gente tem de ser feliz ?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Eu sei que sou teimosa, mas as vezes parece burrice. Será que não aprendi que não posso trocar o brilho do seu sorriso pelo das estrelas? Será que não me convenci que os teus olhos tem tanta presença e intensidade como nenhum outro que eu jamais tenha visto?!
Mas, eu tentei. De todas as maneiras juro que tentei.
A cada passo que dava me convencia de que tinha que te esquecer, isso já estava ferindo o meu orgulho. Isso já estava mudando a minha maneira de ser.
Por outra vez tentei te trocar por mim mesma. Tentar me amar da maneira que eu um dia te amei – que amo. Mas não me pareceu possível. Parece que por mais que o meu narcisismo aflore em minha pele e domine o meu oxigênio, eu não vou deixar de te colocar em primeiro lugar.
Por mais que eu sempre diga ‘eu’. Por mais que tudo que eu diga, seja exclusivamente – ou pelo menos pareça, para você leitor – aquilo que eu sinto.
Eu lia estas palavras e não conseguia parar de pensar no que tanto desejava, em te esquecer.
E eu consegui.
Pena que na época eu não conseguia ver que a cada passo que eu dava, você ficava mais para trás. A cada lágrima que eu derramava, você era menos responsável. Que o buraco que você deixou em meu peito não existe de tal maneira como existia. Agora é apenas uma cicatriz, uma lembrança.
Mas, nem toda lembrança é ruim. Penso que hoje te vejo apenas como um parágrafo passageiro em minha vida – aquele que depois de muito tempo, por mais que comovente, não me faça mais chorar. Me faça lembrar do quanto eu mudei todo esse tempo que queria provar para todos que já te esquecera – quando na verdade tinha que provar apenas para mim mesma.
Pena que eu não vi o quanto o meu rosto ficou diferente quando eu deixei de chorar. O quanto mais eu fiquei visível quando eu queria ser. O quanto as coisas começaram a acontecer para mim, quando eu deixei de me importar com o que você pensaria. Eu apenas tenho que ligar para o meu pensamento. Só o meu...
Então nesse texto, me fiz um desafio diferente – que é o mesmo que eu quero fazer para você. Pense o quanto aquilo que era ruim te fez bem. Pense no quanto você mudou quando deixou de derramar aquelas lágrimas.
E, se ainda as derrama, se olhe no espelho. Tente parar de parecer invisível e faça com que os outros o vejam. Faça com que tudo aquilo que te fazia sorrir antes volte. Não afaste mais ninguém.
Quem sabe assim, você possa criar um para sempre só seu.
E esse para sempre.. Esse sim, nunca acaba.




Queridos, desculpem por não ter postado por tanto tempo, mesmo. O meu tempo tem sido muito disputado entre várias coisas, e o meu blog - infelizmente - tem ficado com uma prioridade menor.
Estou cheeeeeeeeia de textos novos - muitos que quero postar aqui. Mas quero atingir um número médio de comentários para poder postar cada um, pode ser ?
Como sempre, obrigado por tudo. Vocês são maravilhosos.
Aaaah, não posso esquecer.
Recebi vários selos, memês, etc.
Não me vejam com uma cara ruim, é que eu não tenho quase tempo de postar aqui, então não tenho como pesquisar para passar para outros, etc.
Mas agradeço a todos de coração - mesmo.
Beijos ;*

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Há dias venho tentando escrever alguma coisa. Porém, nada sai.
Parece que a minha inspiração foi toda junto com as lágrimas que saíram dos teus olhos, dos meus... Parece que tudo aquilo em que eu me baseava para fazer os outros fantasiarem com as minhas próprias fantasias, voou com o último sorriso compartilhado. Com o último toque...
Mas, como posso escrever tais palavras, se não as presenciei? Como posso fazer todos imaginarem que tudo não passa de uma história de amor perdida, se eu nunca a tive?
Parece que tudo que imagino, desenho em minha mente, vai para a lista das coisas que nunca vão acontecer.
Parece que tudo aquilo que eu sempre quis, se resumia em você.
Mas, afinal, quem é você?
Queria tanto conhecer essa tal pessoa que invade meus sonhos, domina as minhas poesias.
Você tem um coração? Deve ter, o meu.
Nossa, que coisa sentimental. O meu.
É, o meu. O coração que você maltrata quando vem nos meus sonhos e diz que vai ficar.
Quando você bagunça a minha cabeça, faz as palavras faltarem.
Deixa apenas suspiros.
E, eu volto para a fala apaixonada.
Volto a te defender.
Quando, na verdade, eu deveria dizer todos os seus defeitos.
Deveria dizer que você é só mais uma pessoa sem caráter, que vai com quem te oferece mais;
Deveria dizer que você é um mentiroso. Pois disse que ia voltar, e eu não te vejo há algum tempo.
Deveria dizer que você tem um péssimo gosto, pois odeio o seu perfume. Por mais que ele seja viciante...
Mas, eu não posso. Eu queria poder afirmar todos estes pseudo-defeitos, mas eu não posso.
Por mais que sejam exatamente seus.
Eu simplesmente não posso.
Não sei porquê.

Mais um pseudo-texto, para um pseudo-você;

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ensinando a amar

Abro meus olhos e vejo o luar,
Sinto o vento em meus cabelos,
São tantas cores em uma;
Tão facil imaginar !
Aí, vem o amanhecer:
O verde, o laranja, o rosa-grená!
Cores que invadem o meu corpo
Iluminando e me fazendo sonhar...

andando pelas ruas, encontro seus olhos,
Você me da a mão, e assim me faz voar.
Estamos no nosso mundo,
Sentados, juntos,
Viajando sem sair do lugar.

Sinto seus olhos em mim.
Estes me lembram a alegria de viver
Me fazem querer esticar a vida,
Só para ficar um pouco mais com você.

Mas a morte vem,
E nos varre sem piedade,
Me fazendo lembrar momentos
E sentir a dor da saudade.





Poema premiado com o Primeiro lugar no concurso Maria Helena Xavier, do meu colégio.
Tenho a leve intuição de que cortaram o meu poema, mas tudo bem;
Mas uma vez, parabéns para mim (:

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Você me olha ao fundo, enxerga todos os meus erros. Mede-me, cada centímetro... Toca-me, mesmo sem eu poder sentir. Avalia, faz notas mentais.
Eu me movo, você se move. Movimentos constantes, singulares. Plurais. Apenas iguais.
Olha-me nos olhos, me faz sentir arrepios. Envergonhamo-nos.
O vento faz nossos cabelos voarem.
Nossos punhos se acertam simultaneamente um contra o outro. Eu o quebro.
Não te aguento mais. Você veio sendo o meu tabu.
Você tem participado de cada ato meu... Você me fez te idolatrar.
O narcisismo sempre esteve a minha volta, a duvida sempre era cruel.
Você quebra, se despedaça. Continua a olhar para mim.
Você mente, me atrai de volta... Faz-me ser sua vitima adorada.
Envenena-me, possui-me... faz tudo começar outra vez.
Quando poderei te vencer?
Serei tua eterna súdita? Dando-te uma gota de prazer a cada segundo, apenas vendo minhas expressões.
Puxa-me para baixo. Leva-me ao chão. Faz as lágrimas correrem, de novo.
Você me deprime.
Espelho.
Venho tentando ser perfeita, ser alguém que você apenas pensará como uma pessoa especial. Corro em círculos. Não saí do lugar. Pensei.
Cada dia me convenço mais de algo que não consigo aceitar. Como pode ser, que para ser tua amada, do espelho tenha que ganhar?
Não é ser insatisfeita. Não é não ter gratidão. Apenas não consigo entender como através dele, conseguir enxergar a tão imposta perfeição.
Isso, nunca irei entender. Porém, garanto que na minha cabeça sempre a mesma pergunta ira permanecer:
- Será que eu realmente tenho que ser perfeita, para ser amada por você?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Poema

Desde sempre quis fazer bons poemas. Textos de tirar o fôlego.
Sempre tive essa mania de tentar colocar um sorriso no rosto de um desconhecido, imaginando que ele já tenha sentido o que eu sinto, ou senti.
Sempre fui menina sonhadora, que imagina o grande amor encontrando a sua garrafinha com um bilhete vindo de longe, do mar. Sempre fui pequenina e teimosa, por mais que tímida e insegura. Quando teimava de escrever, tinha que sair algo bom. Mas nunca saía, não sai até hoje.
Sempre tentei expressar o que alguém da minha idade poderia sentir, por mais que sempre tenha me visto como uma infantil. Sempre fui muito confusa, indecifrável.
Na maioria das vezes buscava a minha resposta no céu. Apenas olhando para ele.
Nada ligado à religião, afinal não tenho nenhuma. Mas, se você nunca tentou ver cada nuvem como um problema, então nunca entenderá o verdadeiro sentido do sol. Pelo menos para mim.
Sempre tentei passar isso tudo para um papel. Expressar o que eu sinto, vejo, ouço.
Quem sabe, ate falo. Quem nunca falou demais?!
Sou guiada pelos meus amigos. Conversas, quem nunca abusou um pouco de certas liberdades?! A melhor maneira de descobrir as coisas.
Convencida? Depende da ocasião. Apenas me declaro como “direta”. Nada mais a comentar.
Então, vamos sentar no chão da minha varanda e sentir o vento nos ombros. Olhe para as estrelas... Esta tudo tão claro! Eu tinha que me apaixonar por você.
Quem sabe ?
Um poema. Um poema dirá. Juro que nele serei sincera. Quando eu o fizer, juro que vou te contar. Claro, se você realmente estiver disposto a esperar.
Afinal, sei que em você eu posso confiar.


~

Whoa, ganhei o blog do mês no Avril-rox, obrigada Grabriel *-*
http://www.avril-rox.com/voa.jpg

E claro, o selo que a mim foi passado pela minha querida companheira do Contos no Papel (link ao lado)

http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SPrGZjKwvPI/AAAAAAAAALA/epluLd4R0hA/s1600-h/selo+vinicula.jpg

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mas, o tempo foi passando, e eu fui começando a rever o significado da palavra nunca. Sempre achei que nunca ia mudar de opinião sobre sentimentos, idéias, e gostos. Mas tudo mudou.
É como se o vento tivesse levado a minha identidade embora, e feito uma nova com o que tinha restado. O que é engraçado, pois eu me sinto a mesma.
Eu nunca pensei que uma voz poderia me deixar mais doce, ou que um olhar poderia me chamar atenção.
Parece que o tempo voou, fazendo com que o meu coração também fosse atingido; o deixando infantil. Fazendo-o bater loucamente pelo mínimo gesto.
Desde pequena eu sempre pensei que nunca mudaria por alguém, ou que ninguém poderia me deixar mais para baixo. Já pensei também que ninguém nunca conseguiria me manipular, por mais que tentasse. Eu já me vi tentando ser aquela figura perfeita, aquela mulher inatacável, podendo até ser chamada de “superior”.
Mas o tempo.. O tempo me enganou. O tempo que eu achei que nunca passaria, passou.
Pois é.. Eu já me vi assim. Eu já me vi em cores, eu já me vi em preto e branco. Eu já me vi crescidinha, mesmo sendo uma criancinha. Eu já me vi sorrir, já me vi chorar. Já me vi pular para evitar cair, ou apenas cair para evitar pular. Eu já me vi viajar com um sonho, eu já me vi acordar gritando.
Eu já usei clichês demais.
É estranho como lendo cada palavra, o vazio se preenche. É estranho estar em silêncio mesmo querendo falar. Falando.
É estranho como nunca achamos que o nunca, nunca vai chegar, ou como o sempre, sempre acaba.
É só querer que nunca acaba, é só desejar que o sempre chega. Na maioria das vezes. Pelo menos em quinze anos foi assim para mim. Pelo menos o eterno futuro, o sempre presente, e o lembrado passado vieram em bom estilo, nunca deixando por desejar.
E eu nunca percebi o quanto usava essa palavra. Por mais que ela nunca saísse da minha boca. Acho que essa vai ser a minha eterna canção de ninar...





Pois é, parabéns para mim (:

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A pequena menina vinha com mais um papelzinho na mão.Ela pegou a velha caixinha vermelha, cheia de outros papeizinhos. A menina a abre com dificuldade, para não deixar nada cair.Ela o coloca lá dentro e a fecha rapidamente, como quem guarda um segredo.A esconde novamente em seu armário, com o maior cuidado.

Eu aprendi muito com esta menininha. Afinal, ela andava sempre comigo. Deitávamos sobre o chão frio e apreciávamos as estrelas, víamos imagens nas nuvens de algodão doce... Porém, do lado dela eu me sentia antiquada... Afinal, ela vivia em um mundo feito de sonhos, e eu cada vez mais só a trazia para a dura realidade. Cada vez mais sinto que as suas lágrimas também pertenciam a mim... Que na vez em que seus olhos perderam o brilho, eu fui a culpada.Mas hoje, tenho certeza que ela esta mais feliz . Tenho certeza de que seus olhos brilham mais que nunca, que suas gargalhadas continuam suaves como o veludo, e que seus sonhos continuam reais.Claro. Não posso esquecer daquela sua mania tão doce. Ela pegava um pequeno papel, e com o nome de seu próximo amado, colocava em uma velha caixinha vermelha, que guardava com todo cuidado que podia, afinal, aquele simples ato representava o seu grande sentimento pela pessoa. Uma coisa que sempre achei estranha, é que por mais que ela chorasse, ela nunca retirou um papel sequer de sua caixa. Ela sempre continuou firme, por mais que despedaçada.

Espero que ela esteja realmente bem. Espero que a minha certeza baste.Mas espero mais que tudo, encontra-la novamente. Pois sei que ela vive em um destes pontos estranhos de luz chamados sentimentos, que piscam dentro de mim.

domingo, 20 de setembro de 2009

Quando o sol aponta no horizonte quebrando a madrugada, a lua já começa a se mover. Os olhos ansiosos esperam por uma boa notícia, os ouvidos esperam por uma boa razão.
Na escuridão em que se encontrava, a luz nunca pensou em se fazer presente. O dia não tinha acesso. O pensamento era a única voz, a solidão era a única companhia.
Em um outro horizonte, a luz bateu. Subiu no céu sem aviso prévio, estourou cada vertigem, incendiou o ar.
As lágrimas que há muito não eram vistas, foram pedindo passagem. A imagem que já era feita foi rebobinada, reformulada. A confiança de muitos se foi.
A cabeça se pergunta com arrependimento, a corpo não para de se mover. Se auto castiga, ausente, quer sair dali.
O som não chega à seus ouvidos. A certeza não existe mais.
Os olhos já foram marcados, os pés já ultrapassaram o chão.
A cabeça já esteve nas nuvens, os dias já foram normais.
Abrace o meu corpo, mesmo que esteja sem vida. Quero sentir que esta aqui. Sussurre verdades mentirosas, ouça o silencio.
Faça-me deixar meu pulso em paz. Faça-me parar de me castigar.
Diga que confia em mim.
Me de um motivo para não ir embora, fale que sentirá minha falta. Olhe em meus olhos vazios e diga que essa é a realidade. Confesse que é tudo um grande erro, grite as verdades mudas sem ter vergonha.
Aceite quem eu sou.
Não deixe-me quebrar o espelho, me controle. Pegue alguns daqueles fios invisíveis e me manipule como um fantoche. Minta para mim.
Apague a luz, vamos embora.
Não sei como terminar este texto.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Em meros dias como este juro que estaria sentado em um lugar calmo, lendo um livro ou quem sabe ouvindo uma música e esperando ser arrebatado por algum tipo de sentimento diferente, algo fora do comum. Mas, como sentir algo fora do comum, se tudo o que sei, se tudo o que sinto, se tudo o que sou é resumido em uma única palavra. Aconchegante, inspirador, sedutor, o amor é a mistura disso tudo e tudo isso separado, nas devidas medidas para tornar tudo mais colorido. Não é algo banal, por mais que pareça. Não é algo tão intenso, por mais que pareça. O amor é o puro gosto do amargo, e é a droga mais doce.
Tinha em mente cada um destes critérios para descrevê-la, cada adjetivo gravado, como se estivesse elogiando a palma da minha mão. Tinha. Já tive meu tempo contigo - foi rápido, cheio de expectativas. Quando hoje me lembro de tudo aquilo que poderia ter feito, como poderia ter dito e não apenas ter me encolhido, com medo de sua reação, com medo de nossa separação. Porém, hoje as circunstâncias são diferentes. Vi-me obrigado a me afastar de ti. Você, que era toda a luz que um dia pude esperar ter em meu caminho, estrela do meu céu, se foi, sendo cadente.
Vi todas as expectativas desaparecerem de fato do meu peito, como se elas realmente já não estivessem mortas. Devoção. Foi esse o meu erro. Tudo que eu sempre fiz em relação a você e as inúmeras coisas que deixei de fazer, são fruto do mesmo motivo. Eu não conseguia, eu não queria te magoar por você ser meu chão, meu teto. Eu não podia ser imperfeito, não podia errar, e por isso me dedicava tanto a uma coisa, as vezes exagerando. As outras coisas que não lhe mostrei foi por puro medo. Medo de que você me julgaria, medo de que você faria um juízo que eu era detentor - pelo menos sob minha perspectiva. Detentor sim, pois queria reservar seu amor apenas para mim. Queria exclusividade, roubá-la, raptar este pedaço que por mais que fosse ser meu, seria eternamente escravo - dependente.
O sol que já começava a se abaixar era leve, fazia uma tarde de outono fresca. Meus pensamentos me levaram sem rumo por quarteirões - apenas no mundo material, pois no imaginário estava longe contigo, lá... Inalcançável.
Enquanto eu olhava a forma que os quarteirões tomavam, comecei a entender que existem certas coisas que só se completam quando se encaixam. Acho que nunca me encaixei realmente na sua forma, por mais que me convencesse cada dia mais disso. Engano, engano e engano. O amor que sentia era puro e verdadeiro, a saudade a vontade a ansiedade e todos os outros sentimentos cabíveis foram verdadeiros, porém eu mentia pra mim mesmo quando todo dia de manhã me moldava à sua maneira. Mas então chegou a tal hora que a verdade se fez presente, e realmente percebi que precisava me separar, me ocupar, me valorizar. Tanto quanto você precisava de espaço, de assumir tudo aquilo que você gosta sem se preocupar em me magoar. Até parece engraçado como tudo que partia de mim era intenso enquanto tudo que partia de você era latente, com um indizível toque de compaixão - justamente esse toque que servia para alimentar todas as minhas expectativas; mas eu já havia pensado e re-pensado muito sobre elas, já não existem mais.
Por mais que eu lamente. Afinal o afeto que tinha de você era suficiente, ele já me fazia sentir amado. Fazia o sol que me cegava toda manhã ser uma lembrança do quanto a noite anterior fora ótima, e a lua, me fazia esperar e contar cada segundo para revê-la, abraçá-la, estar contigo. Se eu sentia teu perfume - aquele meio 'salgadinho', jamais esquecerei - por mais que não fosse você, meu corpo já saía do meu controle, meus instintos procuravam desesperadamente a portadora do cheiro que trazia lembranças tão boas, te procuravam. Estava, estou, louco por você - estou louco sem você.
Louco, perdidamente louco por não ter mais a quem me moldar. Agora sou só mais um, que por falta da tua companhia, me prendo a qualquer coisa que permita afeto. Por mais que este seja um peixe, mas peixes morrem. Por mais que seja um bicho de pelúcia, mas eles não são inusitados e nem espontâneos assim como você. O fato é que me perder por você já vale a pena, por mais que eu saia da minha realidade e sanidade. Não gosto do jeito que você me deixou, mas o que se há de fazer contra o destino? Promessas de amor ou discursos para me redimir ditos na frente do espelho não contam como forma de reação, e sim como arrependimento. Mas o pior passou. Pelo menos hoje eu só me vejo preso a um espírito, uma essência. Antes eu realmente te tinha como figura, e me torturava sentir tua presença em cada canto da cidade que passamos trôpegos às risadas, mas como já disse: passou.


texto por: João Pedro Innecco & kinha;

Que honra e felicidade maior eu poderia sentir escrevendo, nada mais nada menos, do que com o meu escritor atual favorito ?!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Meus passos são ansiosos, por mais que normais. Eu os dou cuidadosamente, vendo todo o caminho que tenho pela frente. O sol esta alto no céu, mas nada brilha mais que o meu sorriso.
A cada segundo que meu tênis toca o asfalto, lembro de tudo que passou, tudo que passos deixam para trás. Como pude chorar, se o destino final era realmente sorrir? Ah, mas o futuro não se prevê, do passado não se arrepende.
O vendo bate, acaricia, faz mechas do meu cabelo baterem no meu rosto, fazem cócegas. Para alguns aquilo poderia ser irritante. Sabe como é, o cabelo deve estar bom para se estar bonita.
Mas hoje não. O meu cabelo pode fazer a peripécia que quiser, que eu não vou ligar. Hoje eu não me importo com a minha maquiagem, por mais que a tenha feito. Hoje o dia não vai ser interrompido por nenhuma obra de minha insegurança.
E os passos vão, me levam. Os que passam em volta olham abismados a tal menina que esta sorrindo do nada, sem motivo aparente. Ela não olha para o chão para ver no que pisa. Como pode não ligar? E foi.
Ah, ali vem ele.
Ali vem a tal pessoa que me fez sorrir sem motivo, não ligar para a minha aparência, não ligar para o que se passava em volta. Simplesmente fez. Ele é o tal menino que me fez perceber um mundo diferente em uma música lenta, romântica. Ele me fez entender o meu valor, ele me fez crescer. Ele me fez mudar, mesmo continuando sendo a mesma. Ele me ama assim, para que generalizar ?
E quem via de fora viu que ele carregava o mesmo sorriso e características que ela. Estavam em passos sincronizados, parecidos – quase iguais de tão indecisos.
Não preciso dizer o que aconteceu depois, o que o futuro mostrou.
Eles estavam ali juntos, e nada mais importava. Nada mais deveria importar. As palavras não eram suficientes, deixamos à critério da imaginação.
E, que culpa a gente tem de ser feliz ?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Eu sei que sou teimosa, mas as vezes parece burrice. Será que não aprendi que não posso trocar o brilho do seu sorriso pelo das estrelas? Será que não me convenci que os teus olhos tem tanta presença e intensidade como nenhum outro que eu jamais tenha visto?!
Mas, eu tentei. De todas as maneiras juro que tentei.
A cada passo que dava me convencia de que tinha que te esquecer, isso já estava ferindo o meu orgulho. Isso já estava mudando a minha maneira de ser.
Por outra vez tentei te trocar por mim mesma. Tentar me amar da maneira que eu um dia te amei – que amo. Mas não me pareceu possível. Parece que por mais que o meu narcisismo aflore em minha pele e domine o meu oxigênio, eu não vou deixar de te colocar em primeiro lugar.
Por mais que eu sempre diga ‘eu’. Por mais que tudo que eu diga, seja exclusivamente – ou pelo menos pareça, para você leitor – aquilo que eu sinto.
Eu lia estas palavras e não conseguia parar de pensar no que tanto desejava, em te esquecer.
E eu consegui.
Pena que na época eu não conseguia ver que a cada passo que eu dava, você ficava mais para trás. A cada lágrima que eu derramava, você era menos responsável. Que o buraco que você deixou em meu peito não existe de tal maneira como existia. Agora é apenas uma cicatriz, uma lembrança.
Mas, nem toda lembrança é ruim. Penso que hoje te vejo apenas como um parágrafo passageiro em minha vida – aquele que depois de muito tempo, por mais que comovente, não me faça mais chorar. Me faça lembrar do quanto eu mudei todo esse tempo que queria provar para todos que já te esquecera – quando na verdade tinha que provar apenas para mim mesma.
Pena que eu não vi o quanto o meu rosto ficou diferente quando eu deixei de chorar. O quanto mais eu fiquei visível quando eu queria ser. O quanto as coisas começaram a acontecer para mim, quando eu deixei de me importar com o que você pensaria. Eu apenas tenho que ligar para o meu pensamento. Só o meu...
Então nesse texto, me fiz um desafio diferente – que é o mesmo que eu quero fazer para você. Pense o quanto aquilo que era ruim te fez bem. Pense no quanto você mudou quando deixou de derramar aquelas lágrimas.
E, se ainda as derrama, se olhe no espelho. Tente parar de parecer invisível e faça com que os outros o vejam. Faça com que tudo aquilo que te fazia sorrir antes volte. Não afaste mais ninguém.
Quem sabe assim, você possa criar um para sempre só seu.
E esse para sempre.. Esse sim, nunca acaba.




Queridos, desculpem por não ter postado por tanto tempo, mesmo. O meu tempo tem sido muito disputado entre várias coisas, e o meu blog - infelizmente - tem ficado com uma prioridade menor.
Estou cheeeeeeeeia de textos novos - muitos que quero postar aqui. Mas quero atingir um número médio de comentários para poder postar cada um, pode ser ?
Como sempre, obrigado por tudo. Vocês são maravilhosos.
Aaaah, não posso esquecer.
Recebi vários selos, memês, etc.
Não me vejam com uma cara ruim, é que eu não tenho quase tempo de postar aqui, então não tenho como pesquisar para passar para outros, etc.
Mas agradeço a todos de coração - mesmo.
Beijos ;*

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Há dias venho tentando escrever alguma coisa. Porém, nada sai.
Parece que a minha inspiração foi toda junto com as lágrimas que saíram dos teus olhos, dos meus... Parece que tudo aquilo em que eu me baseava para fazer os outros fantasiarem com as minhas próprias fantasias, voou com o último sorriso compartilhado. Com o último toque...
Mas, como posso escrever tais palavras, se não as presenciei? Como posso fazer todos imaginarem que tudo não passa de uma história de amor perdida, se eu nunca a tive?
Parece que tudo que imagino, desenho em minha mente, vai para a lista das coisas que nunca vão acontecer.
Parece que tudo aquilo que eu sempre quis, se resumia em você.
Mas, afinal, quem é você?
Queria tanto conhecer essa tal pessoa que invade meus sonhos, domina as minhas poesias.
Você tem um coração? Deve ter, o meu.
Nossa, que coisa sentimental. O meu.
É, o meu. O coração que você maltrata quando vem nos meus sonhos e diz que vai ficar.
Quando você bagunça a minha cabeça, faz as palavras faltarem.
Deixa apenas suspiros.
E, eu volto para a fala apaixonada.
Volto a te defender.
Quando, na verdade, eu deveria dizer todos os seus defeitos.
Deveria dizer que você é só mais uma pessoa sem caráter, que vai com quem te oferece mais;
Deveria dizer que você é um mentiroso. Pois disse que ia voltar, e eu não te vejo há algum tempo.
Deveria dizer que você tem um péssimo gosto, pois odeio o seu perfume. Por mais que ele seja viciante...
Mas, eu não posso. Eu queria poder afirmar todos estes pseudo-defeitos, mas eu não posso.
Por mais que sejam exatamente seus.
Eu simplesmente não posso.
Não sei porquê.

Mais um pseudo-texto, para um pseudo-você;

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ensinando a amar

Abro meus olhos e vejo o luar,
Sinto o vento em meus cabelos,
São tantas cores em uma;
Tão facil imaginar !
Aí, vem o amanhecer:
O verde, o laranja, o rosa-grená!
Cores que invadem o meu corpo
Iluminando e me fazendo sonhar...

andando pelas ruas, encontro seus olhos,
Você me da a mão, e assim me faz voar.
Estamos no nosso mundo,
Sentados, juntos,
Viajando sem sair do lugar.

Sinto seus olhos em mim.
Estes me lembram a alegria de viver
Me fazem querer esticar a vida,
Só para ficar um pouco mais com você.

Mas a morte vem,
E nos varre sem piedade,
Me fazendo lembrar momentos
E sentir a dor da saudade.





Poema premiado com o Primeiro lugar no concurso Maria Helena Xavier, do meu colégio.
Tenho a leve intuição de que cortaram o meu poema, mas tudo bem;
Mas uma vez, parabéns para mim (:

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Você me olha ao fundo, enxerga todos os meus erros. Mede-me, cada centímetro... Toca-me, mesmo sem eu poder sentir. Avalia, faz notas mentais.
Eu me movo, você se move. Movimentos constantes, singulares. Plurais. Apenas iguais.
Olha-me nos olhos, me faz sentir arrepios. Envergonhamo-nos.
O vento faz nossos cabelos voarem.
Nossos punhos se acertam simultaneamente um contra o outro. Eu o quebro.
Não te aguento mais. Você veio sendo o meu tabu.
Você tem participado de cada ato meu... Você me fez te idolatrar.
O narcisismo sempre esteve a minha volta, a duvida sempre era cruel.
Você quebra, se despedaça. Continua a olhar para mim.
Você mente, me atrai de volta... Faz-me ser sua vitima adorada.
Envenena-me, possui-me... faz tudo começar outra vez.
Quando poderei te vencer?
Serei tua eterna súdita? Dando-te uma gota de prazer a cada segundo, apenas vendo minhas expressões.
Puxa-me para baixo. Leva-me ao chão. Faz as lágrimas correrem, de novo.
Você me deprime.
Espelho.
Venho tentando ser perfeita, ser alguém que você apenas pensará como uma pessoa especial. Corro em círculos. Não saí do lugar. Pensei.
Cada dia me convenço mais de algo que não consigo aceitar. Como pode ser, que para ser tua amada, do espelho tenha que ganhar?
Não é ser insatisfeita. Não é não ter gratidão. Apenas não consigo entender como através dele, conseguir enxergar a tão imposta perfeição.
Isso, nunca irei entender. Porém, garanto que na minha cabeça sempre a mesma pergunta ira permanecer:
- Será que eu realmente tenho que ser perfeita, para ser amada por você?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Poema

Desde sempre quis fazer bons poemas. Textos de tirar o fôlego.
Sempre tive essa mania de tentar colocar um sorriso no rosto de um desconhecido, imaginando que ele já tenha sentido o que eu sinto, ou senti.
Sempre fui menina sonhadora, que imagina o grande amor encontrando a sua garrafinha com um bilhete vindo de longe, do mar. Sempre fui pequenina e teimosa, por mais que tímida e insegura. Quando teimava de escrever, tinha que sair algo bom. Mas nunca saía, não sai até hoje.
Sempre tentei expressar o que alguém da minha idade poderia sentir, por mais que sempre tenha me visto como uma infantil. Sempre fui muito confusa, indecifrável.
Na maioria das vezes buscava a minha resposta no céu. Apenas olhando para ele.
Nada ligado à religião, afinal não tenho nenhuma. Mas, se você nunca tentou ver cada nuvem como um problema, então nunca entenderá o verdadeiro sentido do sol. Pelo menos para mim.
Sempre tentei passar isso tudo para um papel. Expressar o que eu sinto, vejo, ouço.
Quem sabe, ate falo. Quem nunca falou demais?!
Sou guiada pelos meus amigos. Conversas, quem nunca abusou um pouco de certas liberdades?! A melhor maneira de descobrir as coisas.
Convencida? Depende da ocasião. Apenas me declaro como “direta”. Nada mais a comentar.
Então, vamos sentar no chão da minha varanda e sentir o vento nos ombros. Olhe para as estrelas... Esta tudo tão claro! Eu tinha que me apaixonar por você.
Quem sabe ?
Um poema. Um poema dirá. Juro que nele serei sincera. Quando eu o fizer, juro que vou te contar. Claro, se você realmente estiver disposto a esperar.
Afinal, sei que em você eu posso confiar.


~

Whoa, ganhei o blog do mês no Avril-rox, obrigada Grabriel *-*
http://www.avril-rox.com/voa.jpg

E claro, o selo que a mim foi passado pela minha querida companheira do Contos no Papel (link ao lado)

http://3.bp.blogspot.com/_gffF2ej_CuE/SPrGZjKwvPI/AAAAAAAAALA/epluLd4R0hA/s1600-h/selo+vinicula.jpg

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mas, o tempo foi passando, e eu fui começando a rever o significado da palavra nunca. Sempre achei que nunca ia mudar de opinião sobre sentimentos, idéias, e gostos. Mas tudo mudou.
É como se o vento tivesse levado a minha identidade embora, e feito uma nova com o que tinha restado. O que é engraçado, pois eu me sinto a mesma.
Eu nunca pensei que uma voz poderia me deixar mais doce, ou que um olhar poderia me chamar atenção.
Parece que o tempo voou, fazendo com que o meu coração também fosse atingido; o deixando infantil. Fazendo-o bater loucamente pelo mínimo gesto.
Desde pequena eu sempre pensei que nunca mudaria por alguém, ou que ninguém poderia me deixar mais para baixo. Já pensei também que ninguém nunca conseguiria me manipular, por mais que tentasse. Eu já me vi tentando ser aquela figura perfeita, aquela mulher inatacável, podendo até ser chamada de “superior”.
Mas o tempo.. O tempo me enganou. O tempo que eu achei que nunca passaria, passou.
Pois é.. Eu já me vi assim. Eu já me vi em cores, eu já me vi em preto e branco. Eu já me vi crescidinha, mesmo sendo uma criancinha. Eu já me vi sorrir, já me vi chorar. Já me vi pular para evitar cair, ou apenas cair para evitar pular. Eu já me vi viajar com um sonho, eu já me vi acordar gritando.
Eu já usei clichês demais.
É estranho como lendo cada palavra, o vazio se preenche. É estranho estar em silêncio mesmo querendo falar. Falando.
É estranho como nunca achamos que o nunca, nunca vai chegar, ou como o sempre, sempre acaba.
É só querer que nunca acaba, é só desejar que o sempre chega. Na maioria das vezes. Pelo menos em quinze anos foi assim para mim. Pelo menos o eterno futuro, o sempre presente, e o lembrado passado vieram em bom estilo, nunca deixando por desejar.
E eu nunca percebi o quanto usava essa palavra. Por mais que ela nunca saísse da minha boca. Acho que essa vai ser a minha eterna canção de ninar...





Pois é, parabéns para mim (:

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A pequena menina vinha com mais um papelzinho na mão.Ela pegou a velha caixinha vermelha, cheia de outros papeizinhos. A menina a abre com dificuldade, para não deixar nada cair.Ela o coloca lá dentro e a fecha rapidamente, como quem guarda um segredo.A esconde novamente em seu armário, com o maior cuidado.

Eu aprendi muito com esta menininha. Afinal, ela andava sempre comigo. Deitávamos sobre o chão frio e apreciávamos as estrelas, víamos imagens nas nuvens de algodão doce... Porém, do lado dela eu me sentia antiquada... Afinal, ela vivia em um mundo feito de sonhos, e eu cada vez mais só a trazia para a dura realidade. Cada vez mais sinto que as suas lágrimas também pertenciam a mim... Que na vez em que seus olhos perderam o brilho, eu fui a culpada.Mas hoje, tenho certeza que ela esta mais feliz . Tenho certeza de que seus olhos brilham mais que nunca, que suas gargalhadas continuam suaves como o veludo, e que seus sonhos continuam reais.Claro. Não posso esquecer daquela sua mania tão doce. Ela pegava um pequeno papel, e com o nome de seu próximo amado, colocava em uma velha caixinha vermelha, que guardava com todo cuidado que podia, afinal, aquele simples ato representava o seu grande sentimento pela pessoa. Uma coisa que sempre achei estranha, é que por mais que ela chorasse, ela nunca retirou um papel sequer de sua caixa. Ela sempre continuou firme, por mais que despedaçada.

Espero que ela esteja realmente bem. Espero que a minha certeza baste.Mas espero mais que tudo, encontra-la novamente. Pois sei que ela vive em um destes pontos estranhos de luz chamados sentimentos, que piscam dentro de mim.
 

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